As revelações da Inês e do Ricardo


Analisar o caracter de duas crianças nem sempre é fácil, atendendo a que o heriditário por vezes se perde em função do factor social. Na verdade o que estas crianças tiveram de viver, desde muito novos, poderá e inferirá, irrverssivelmente, na vida futura destas crianças - que a consciência pese aos seus responsáveis. O ódio, o medo e tendências futuras será uma incógnita de sobrevivência. A Inês sempre se destacou pela extrema sensibilidade. Sofria pelos animais, como sofria pelo seu semelhante. O Ricardo, para além do seu espírito brincalhão, nem sempre compreendido, sempre foi um curioso técnico, atento aos mais simples pormenores, querendo intervir como demonstram as fotos. O que lhe reserva o futuro? Será sempre motivo da minha preocupação e que Deus se compadeça desta crianças!
Na saúde e na doença...
Muita gente se interrogava sobre a "mãe das crianças". A verdade é que para se dedicar às amigas e à igreja - a tempo inteiro - as crianças só viviam para mim e comigo. Na saúde, comigo iam e vinham da escola, passeavam e iam à praia ao fim de semana. Nunca a mãe esteve nesses programas. Nas situações difíceis - na doença - nunca ela se assumiu. Em Portugal e quando a Inês caíu na banheira, apenas teve iniciativa de me telefonar. Corri com ela para o hospital onde recebeu tratamento no queixo cortado. Ao Ricardo aconteceu o mesmo depois de se cortar num biberon partido e que lhe cortou o lábio inferior. Mais uma vez corri com ele para o hospital de Setúbal, onde teve intervenção cirúrgica onde levou 8 pontos. Da senhora nem um movimento. Já em Cabinda e a propósito de um infecção urinária, a Inês contorcia-se com dores. Nada fez para além de telefonar ao cunhado para fazer contacto com Director de Ginecologia no Hospital de Cabinda. Eu tive de correr com ela ao colo, ajudar a assistência com o médico ginecologista, levando a tratamentos anti-inflamatórios. Outras movimentações ao Hospital de Cabinda ou medicações, tinha de ser eu a protagonizar. Até tocar nas crianças lhe fazia impressão. Hoje vem dizer que eu fazia questão em administrar supositórios, insinuando abusos à criança?
Meu Deus o que uma mulher é capaz de fazer para agredir o marido. Convenientemente o Dr. Juiz Gongo aceite e alimenta tudo isto, chegando a dizer-me que o Ministério Público iria intentar um Processo Crime contra mim. Porquê?
Manifestações
Quando após a "Reunião de Pais" em tribunal, pré-preparada pela D. Ester do Tribunal e da D. Fernanda da Promoção da Mulher, em 15 de Janeiro de 2008, juiz ordenou a entrega imediata das crianças que tinha deixado em casa, fiz-me acompanhar pelo Sr. Carlos Francisco - escrivão do Dr. Juiz Gongo - que tentou à força arrastar as crianças pelo chão para as entregar à mãe. A revolta das crianças atraíu a vizinhança, que conhecendo a situação, enfrentou os funcionários, que abandonaram o local. O meu filho foi deixado nu, lavado em lágrimas na rua, perante o olhar de alegria da mãe e seus familiares pela ordem do juiz.
A segunda manifestação aconteceu no dia 27 de Novembro de de 2008, quando foram arrastados pelo chão, na entrada do Tribunal, desta vez sob o olhar de alegria do Sr. Juiz e D. Ester, que deu a ordem, numa clara e grave violação dos direitos da crianças, ignorada pelas instituições angolanas.
Foi a última vez que vi os meus filhos. Ainda ouvi os seus gritos de desespero na sala da D. Ester, onde o meu filho, já descontrolado, gritava " Seus pretos de m...., larguem-me".
Com isto tipo de atitude, conseguiram incutir sentimentos racistas no meu filho, pelos quais um dia virá a sofrer. A quem responsabilizar Sr. Dr. Juiz Gongo?