O Direito à Identidade!

É com alguma alegria que assisto ao trabalho de Censos (registo eleitoral) que apoiei e sugeri ao longo de muitos anos, porém não sem fazer algumas ressalvas.

Porque não é feito - em rigor - o registo de nascimento e identificação com o mesmo esforço em todo o espaço nacional, sem que se ponha em causa a credibilidade das instituições provinciais? Testemunhei um caso (foram muitos) numa Conservatória em que o funcionário dizia, não aceitar os registos feitos pelo Sr. Simba Gime. Porque será?

Um exemplo!

Um cidadão que nasce em Luanda e não tem registo de nascimento, terá de ir a Luanda para obter o documento legal, mas sem esse documento também não lhe é permitido viajar, que fazer? Caso o consiga fazer, mercê de algumas ilegalidades para que se torne um cidadão legal de pleno direito, deverá planear a sua vida, considerando que se vai submeter a longas filas (por vários dias e muita despesa de viagens e alojamento), pagar´"gasosas" sem regra e esperar várias semanas, até que consiga algum documento, com o qual possa regressar a Cabinda. Mas a odisseia continua. Fazer o Bilhete de Identidade: mais semanas de espera, inscrição por listas e a respectiva "gasosa".... Bilhete de Identidade na Hora? Sinceramente...

Alternativas? há! O cidadão desloca-se à Conservatória provincial com duas testemunhas. Mente sobre o local e data de nascimento e até pode alterar o nome dele e dos pais. Assim torna-se um cidadão de pleno direito e até pode votar ou ser Chefe ou Director. Sorte para os zairenses (os novos e os que já votaram).

Para além disso, esse serviço, que é um direito do cidadão, deveria ser acessível a todos, também pelos custos e encargos. Será que as autoridades conseguem imaginar quanto custa (em gasosas e tempo) "tratar" de documentos de identificação? Tenho muita pena que "esses" angolanos, tenham tão pouco respeito por Angola seu/nosso País... Censos? sim, mas a vida antes do voto...

Justiça Social

Opiniões de Ministro!

A justiça social foi para mim e desde sempre, a maior motivação na adesão à causa do MPLA desde muito novo. Por essas e outras razões não consigo evitar um sentimento de amargura, no mínimo, quando ouço ministros de carreira e de favor que, depois de cargos de destaque, têm enriquecido (e engordado) à custa do dinheiro do Estado (do povo) com o apoio do Governo, vêm dizer na Comunicação Social, que é seu e do Governo objectivo, acabar com a pobreza em Angola. Senhores responsáveis com gordos salários, com casas em Portugal e outros países da Europa, que vivem em "Palácios " com todas as comodidades, moderem-se para não entristecer os pobres de Angola. Custa-me ainda acreditar o que foi noticiado pela televisão portuguesa SIC, que haveria para cima de uma centena de angolanos com contas no exterior, de valor superior a 100 milhões de dólares. Que (in)justiça!.

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